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Anvisa libera novo remédio para linfoma folicular resistente

Mosunetuzumabe é aplicado por via subcutânea e passa a ser opção para adultos que já fizeram dois ou mais tratamentos sem sucesso

Por · · 3 min de leitura
Anvisa libera novo remédio para linfoma folicular resistente

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária concedeu registro ao mosunetuzumabe, comercializado sob o nome Lunsumio SC, medicamento voltado a adultos com linfoma folicular que retornou ou parou de responder após pelo menos duas linhas de tratamento anteriores. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira, dia 24 de agosto de 2026, por meio da Resolução nº 3.289/2026.

O linfoma folicular é um tipo de câncer que atinge o sistema linfático, geralmente com evolução lenta, mas sujeito a recaídas ao longo dos anos. Segundo as informações reunidas por Rádio Itatiaia, Juruá Comunicação e Portal Salvador FM, a doença pode comprometer os gânglios linfáticos, a medula óssea e outros órgãos, e entre os sinais mais comuns estão febre, cansaço persistente, suor noturno, emagrecimento sem explicação aparente e nódulos indolores no pescoço, nas axilas ou na virilha.

O que muda para quem tem linfoma folicular

Até então, pacientes que não respondiam mais aos tratamentos disponíveis ou que viam a doença retornar após sucessivas terapias enfrentavam um leque mais restrito de alternativas. Com o novo registro, essa lacuna passa a contar com uma opção adicional aprovada oficialmente no país, segundo destacou a Gazeta de Varginha.

O mosunetuzumabe pertence a uma classe de medicamentos chamada anticorpos monoclonais biespecíficos. Na prática, ele foi projetado para atuar em duas frentes ao mesmo tempo: reconhece o CD20, uma proteína presente nas células B doentes, e também o CD3, encontrado nos linfócitos T, que fazem parte da defesa natural do corpo. Ao unir essas duas pontas, o medicamento estimula os linfócitos T a identificar e atacar as células cancerígenas.

O laboratório responsável pelo produto é a Roche Farma, conforme informou a Rádio Itatiaia. A aprovação vale para uso em adultos e está condicionada ao histórico de tratamento do paciente, ou seja, é indicada especificamente para quem já passou por duas ou mais linhas terapêuticas sem sucesso.

Como é aplicado o medicamento

Diferentemente de terapias que exigem infusão intravenosa prolongada, o Lunsumio SC é apresentado como solução injetável pronta para uso, aplicada por via subcutânea. O produto está disponível em duas apresentações: frascos de 0,5 mL, com 5 mg da substância, e frascos de 1 mL, com 45 mg. Segundo as quatro fontes consultadas, essa forma de aplicação tende a tornar o procedimento mais rápido e prático em comparação a métodos que demandam mais tempo de infusão, embora nenhuma delas tenha detalhado prazos exatos de administração ou protocolo de doses, informação que cabe exclusivamente à avaliação médica de cada caso.

O que fazer na prática

Pacientes com diagnóstico de linfoma folicular recidivado ou refratário, especialmente aqueles que já passaram por duas ou mais linhas de tratamento, devem procurar o médico oncologista responsável pelo acompanhamento para entender se o novo medicamento é indicado para o caso específico. A aprovação da Anvisa autoriza a comercialização do produto no Brasil, mas não substitui a avaliação clínica individual, que considera o histórico da doença, exames recentes e outras condições de saúde do paciente.

As reportagens consultadas não trazem informações sobre preço do medicamento, prazo para disponibilização nas redes públicas ou privadas de saúde, nem sobre eventual incorporação ao Sistema Único de Saúde. Também não há, até o momento, detalhes sobre a cobertura por planos de saúde. Essas definições costumam ocorrer em etapas posteriores ao registro sanitário e dependem de avaliações específicas, incluindo eventual análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS.

O que ainda falta esclarecer

O registro na Anvisa representa a autorização para que o medicamento seja vendido e utilizado no país, mas não define automaticamente quando ele estará acessível em hospitais e clínicas de todas as regiões, incluindo Mato Grosso. Pacientes e familiares interessados devem acompanhar informações junto ao médico assistente e às instituições de saúde onde realizam o tratamento, já que a incorporação de novos medicamentos ao SUS e a listagem em planos de saúde seguem trâmites próprios, normalmente divulgados em comunicados oficiais posteriores. Até lá, o acompanhamento clínico regular continua sendo a orientação central para quem convive com a doença.

Fontes consultadas

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